Hospital de Carollina

Escuto um barulho vindo da floresta e sinto calafrios.
-Robert! Nós não deviamos ter vindo para cá! Eu disse que não seria uma boa idéia!
-Vai desabafar com a Milena, Carol! Não adianta nada vir reclamar comigo!
-Já está com medinho é Carol? – Disse Milena me dando língua. –Vamos, não podemos perder tempo! Alguém pode nos encontrar aqui, vamos entrar logo!
Olho para trás, para a floresta e continuo tendo um mal pressentimento. Eu sabia que não era uma boa idéia nós termos vindo para um Hospital abandonado.
-Rápido Carol, ou você vai ficar sozinha aí fora –Disse Robert já na entrada do hospital.
-Me esperem –Saio correndo para me juntar a eles dois.
Entro no Hospital e vejo várias luzes acesas. Milena pergunta para Robert se isso é mesmo um hospital abandonado, porque se fosse realmente um hospital abandonado, no mínimo não teriam luzes acesas.
“Isso está me dando mais calafrios” -Penso- “Não era uma boa idéia ter entrado aqui”!
Robert e Milena entram em um quarto, e logo depois entro também. Vejo uma maca vazia e sinto cheiro de poeira. Robert encontra uma mala com vários instrumentos de cirurgia.
-Larga isso Robert –Vejo Milena tampar o nariz. –Isso fede!
-Tá bom! –Robert solta isso em cima da maca revirando os olhos.
Chamo os dois para sairmos do quarto, eu já não aguentava mais ficar naquele lugar.
-Ok, mas para onde iremos agora? –Indaga Milena para Robert.
-Olha, vamos para o segundo andar. –Robert dá a idéia.
Olho para a escada, ela é vermelha, larga e limpa. Como se apenas a escada não estivesse sido abandonado com o resto das coisas. Subimos a escada e a cada vez que chegamos em cima sinto que a luz vai diminuindo. Passamos pelo segundo andar, passamos pelo terceiro e paramos no quarto andar. Decidimos ir adiante no quarto andar. Era um corredor estreito e escuro. Entramos no quarto número 4. Numerada crescentemente desde o 1 a partir da escada. Entro lá e vejo um quarto vazio. Não tem nada, nem sequer uma maca e nem poeira. O quarto era branco e não vejo nada além de luzes brancas acesas. Milena e Robert saem do quarto e eu também.
Ainda sinto calafrios. Continuo andando e vejo uma criança vestida de enfermeira segurando uma criatura desconhecida, eu não sabia o que era aquilo, parecia muito um cachorro, mas mesmo assim eu não tinha idéias do que era. Era uma criatura nojenta cheia de rugas e sem pelos, cor de lama, e no lugar dos olhos havia dois buracos que dava abertura para o cérebro da criatura. Porém era um cérebro morto. Com presas e rabo pontudo.
Perco de vista Robert e Milena, acho que entraram em outro quarto. A menina estava olhando para cima, mas ela olha para mim logo depois que dou um passo para trás. Fico com muito medo e começo a correr sem olhar para trás. Já não tinha voz para chamar pelos meus colegas. Subo a escada e vou para o sexto andar, entro na primeira porta aberta que vejo. Era um quarto todo empoeirado, cheio de coisas, e me escondo debaixo de uma das quatro macas que tinham na sala.
Escuto passos vindo de fora para dentro do quarto. E vejo pernas de crianças usando um sapattinho branco. Minha respiração para na mesma hora. Vejo ela remexendo em cima da maca, escuto um barulho de metal ecoando no mesmo. Ela sai do quarto e logo depois sinto um alívio. Mas fico muito preocupada com Robert e Milena. Onde será que eles estão?
Estou deitada debaixo da maca. Sinto uma mão tocando minha barriga. Sinto cabelos se arrastando por elas, estou com olhos fechados, com muito medo. Crio coragem e abro os olhos e vejo uma mulher nua em cima de mim com cabelos pretos e longos e olhos totalmente negros. Grito e tento sair. Empurro ela para eu poder sair de baixo da maca, mas enquanto me arrasto, ela pegaa meu pé e sinto ela me puxando. A única voz que ela faz é um gemido estranho. Chuto a cara dela e consigo sair de lá. Saio do quarto e começo a correr para descer a escada, mas vejo a menina com a estranha criatura na mão novamente.
-Carollina. –Escuto a menina falando. –Você deve voltar para seu quarto.
Saio correndo para outra direção. Corro por todo o corredor, mas não acho nada de útil para eu me esconder. De repente vejo um elevador. Entro no elevador e automaticamente ele me leva até o último andar. No último andar, sinto cheiro podre. Vejo uma mulher estragada no chão. Com ossos quebrados e feridas abertas. Vejo larvas a comendo e vejo uma folha de papel ao lado escrito:
Nome: Carollina Waterson
Idade: 21 anos
Nacionalidade: Inglesa
Número: 345 – 646163 – 4413
Provavelmente, era uma mulher que sofria experiências humanas aqui. Viro a folha e vejo um carinmbo:
  • Retiramos primeiramente as cordas vocais
  • Cortamos em vários cortes a barriga dela para introduzirmos algodão em sua pele interna.
  • Retiramos os órgãos, tais como rins, estômago e vesícula.
  • Introduzimos óleo vegetal em suas mãos e pés para ficar cheios.
  • Retiramos os olhos.
Resultado: A paciente não aguentou a mudança e rejeitou, acabou não dando certo e ela foi a óbito no dia: 04 / 06 / 2011.
“Foi ontem!“ –Penso.
 Entro novamente no elevador, querendo descer até o primeiro andar novamente e encontro Milena e Robert costudados na parede do elevador. Vejo uma etiqueta pequena na parede que estava escrito:
“”Pele Humana””
Créditos à: Miguel Santiago
Ano: 1897
Fico em pânico e Milena e Robert estavam mortos. Chego até o primeiro andar. A porta do elevador se abre e corro até a entrada que estava aberta. Saio do hospital e entro do carro que Robert veio dirigindo até aqui. Vejo uma placa caída escrita: Hospital de Carollina. Que por coincidência era o meu nome. Ligo o motor do carro e respiro ofegante. Vejo pelo espelho um ursinho de pelúcia enorme. Não. Aquilo não era um ursinho de pelúcia. Era um experimento que tinha dado certo. Pouco tempo atrás só tinha visto um experimento que tinha dado errado, mas atrás do carro, era um humano! Ao lado uma garotinha segurando uma injeção.
-Carollina, você vai ser nosso próximo brinquedo!

Leia escutando:

10 comentários:

  1. Yasmin Nicole7/15/2015

    nossa meus parabens!!!!! gostei muito da sua historia vc e muito muito muito boa mesmo parabens te confesso verdadeiramente que senti muito medo!!! sou sua fan um beijo e continue assim, como eu disse no comentario anterior vc vai longe hemm rsrsrsrsrsrsrsrsrs. olha ja ia me esquecendo a musica tambem ta muito legal ela esta no ritmo da historia nao tenho oque reclamar do seu blog contine assim. e um beijoooooooooo. espero que vc goste do meu comentariooo e pf pf pf pf pf pf ver o meu comentario beijos lindaaa

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  2. Anônimo7/15/2015

    Nossa, q historia emocionante e chocante e aterrorizante. Merece u, livro.

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  3. Hello *-*
    Eita que se eu estivesse no lugar dessa guria já teria morrido faz tempo, mas de susto! Eu ia entrar em pânico a cada minutinho e não conseguiria dar um passo porque sim, sou medrosa pra chuchu u-u UHSUSH. Cara, pra ter uma ideia só de pensar já me dá uma agonia e um aperto no kokoro ç-ç -de medo KKKKK-.

    Que tenso esses experimentos o.O e nojento também né. Milena e Robert morreram...eita nóis ;-;
    Adorei! Foi você que criou? Se sim, meus parabéns, ficou bem criativa a história e bem assustadora KKKKKK.

    Beijinhos Naka Chan e até mais amore <3
    Comentei lá no seu outro blog também *-*

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    1. Fui eu sim que criei a história, obrigada, fico realmente feliz que tenha gostado ^^ e obrigada pela sua opinião :3 e mais uma vez obrigada por ter comentado no meu outro blog :3

      Kiss~~

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  4. Que história interessante, esse final foi bem legal :3, A, e também tem uma música para escutar quando estiver lendo, legal um blog de contos de horror/terror rsrsrs

    Studio-Help.blogspot.com.br

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  5. Oioi, Naka-chan!
    Eu confesso que não ouvi a música. Eu tenho medo só de ler, e combinando a leitura com uma música não ia dar certo pra mim, heuhue
    Adorei a história, hospitais abandonados sempre dão medo. OuO

    { sweet spring }

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